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	<title>Arquivos michellin - Gastronomia Carioca</title>
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	<description>Um blog pra quem gosta de comer e viver bem</description>
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	<title>Arquivos michellin - Gastronomia Carioca</title>
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		<title>Nello Cassese. A estrela italiana do Copacabana Palace</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Estação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Apr 2021 18:12:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Maria Helena Esteban. Foto Filico. Copyright Fato Editorial. O italiano Nello Cassese é o mais jovem profissional a ocupar o posto máximo da gastronomia do Belmond Copacabana Palace (@belmondcopacabanapalace).&#160; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Por Maria Helena Esteban. Foto Filico. Copyright Fato Editorial.</p>



<p class="has-drop-cap">O italiano Nello Cassese é o mais jovem profissional a ocupar o posto máximo da gastronomia do <strong>Belmond Copacabana Palace </strong>(<a href="https://www.instagram.com/belmondcopacabanapalace/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@belmondcopacabanapalace</a>).&nbsp; Aos 34 anos, atua como chef-executivo do hotel onde, desde os 30, está à frente do <strong>Cipriani</strong>. Para o restaurante de veia italiana, conquistou pelo segundo ano consecutivo uma condecoração no Guia Michelin, pautando-se em um caminho que há bom tempo já vem sendo guiado pela desejadíssima estrela.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>No caminho estrelado</strong></h3>



<p>Antes de aportar no Rio, <a href="https://www.instagram.com/nello.cassese" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@nello.cassese</a> trabalhou em casas com uma, duas e três estrelas, na equipe de Gordon Ramsay (<a href="https://www.instagram.com/gordongram/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@gordongram</a>) ¬ que tem operações no Reino Unido e nos Estados Unidos e fez fama mundo afora, pela tevê, como o chef durão de realities gastronômicos (para citar apenas uma de suas bem-sucedidas experiências).</p>



<p>Rigoroso, tímido e detalhista, Aniello (este é seu nome de batismo) se esmerou em implantar, a partir de suas raízes, uma cozinha que ele mesmo define como “inovadora, mas sem perder o foco da tradição. Qualquer ideia de prato nasce de um outro prato já existente, tradicional, e depois eu modifico com consistências, apresentações, sabores diferentes, mas sem perder a tradição. Então seria uma culinária italiana inovadora”.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quais os maiores desafios que você encontrou no Brasil?</strong></h3>



<p>Inicialmente foi o idioma. Depois, um dos maiores desafios foi mudar um pouco a concepção de alguns pratos italianos, para que pudessem refletir a tradição de forma fidedigna. </p>



<figure class="wp-block-pullquote has-background is-style-solid-color" style="background-color:#eeeeee"><blockquote class="has-text-color has-black-color"><p>A culinária italiana, em si, é feita de produtos: se você não tem o produto fundamental &#8230; não conseguirá recriá-la.</p><cite>Chef Nello Cassese</cite></blockquote></figure>



<p>Tentar trabalhar com produtos italianos de verdade, para mostrar o estilo da culinária, pois a culinária italiana, em si, é feita de produtos: se você não tem o produto fundamental para executar determinada receita, não conseguirá recriá-la como manda a tradição ou alcançar o mesmo sabor.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pelo segundo ano consecutivo, o restaurante Cipriani foi condecorado com uma estrela Michelin. O que representa para você essa conquista? Pretende ir em busca de duas ou três estrelas?</strong>&nbsp;</h3>



<p>Para mim significa uma grande realização. Não só pessoal, mas também da equipe que trabalha incansavelmente comigo. Fazendo uma comparação, é como ganhar o Oscar da culinária, que reflete muito o estilo de cada restaurante e, também, o estilo culinário de cada chef. </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:42% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="599" height="795" src="https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nello_cassese_vertical_filico_zona_sul_revista_estacao.jpg" alt="nello cassese" class="wp-image-7091 size-full" srcset="https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nello_cassese_vertical_filico_zona_sul_revista_estacao.jpg 599w, https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nello_cassese_vertical_filico_zona_sul_revista_estacao-226x300.jpg 226w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>É muito importante a consistência; não é só ganhar a estrela, mas também ser consistente ao longo do tempo. Criar uma equipe de cozinha bem engajada e comprometida com a equipe de salão.</p><cite>Chef Nello Cassese. Foto: Filico.</cite></blockquote>
</div></div>



<p>É muito importante a consistência; não é só ganhar a estrela, mas também ser consistente ao longo do tempo. Criar uma equipe de cozinha bem engajada e comprometida com a equipe de salão. É, sem dúvidas, um trabalho em conjunto. Nesse momento, quero reconfirmar a estrela e, depois, continuar trabalhando com muita dedicação para ir em busca da segunda estrela.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Desde o ano passado, você também está à frente de toda gastronomia do Belmond Copacabana Palace. Qual impacto esse seu novo cargo está trazendo para os outros dois restaurantes do hotel, o Mee e o Pérgula?</strong>&nbsp;</h3>



<p>Foi muito importante, na verdade, foi uma reconquista, pois antes de chegar no Brasil eu trabalhava como chef-executivo de um hotel, além de chef-executivo dos restaurantes gastronômicos. É claro que, nos restaurantes do Belmond Copacabana Palace e especialmente nas cozinhas, venho trabalhando desde o ano passado para que o padrão no Mee, Pérgula e, também, na parte de banquetes seja o mesmo do Cipriani. </p>



<p>Já colaborei nos cardápios de Réveillon do ano passado e no de Carnaval e os clientes reconheceram essas mudanças. Viram que é possível aumentar ainda mais a qualidade e o nível de entrega de pratos para um número grande de pessoas. </p>



<div class="wp-block-cover has-background-dim has-parallax" style="background-image:url(https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/wp-content/uploads/2020/06/pao_fruta_fermentacao_natural.jpg)"><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size">Com relação à padaria, estamos utilizando hoje apenas o <em>levain</em>, ou seja, o fermento fresco.</p>
</div></div>



<p>Ano passado, por exemplo, foram quase duas mil pessoas no Carnaval e a parte da gastronomia funcionou muito bem. Meu desafio, a cada dia, é sempre melhorar ainda mais não só o Cipriani, mas também os outros <em>outlets</em>. Com relação à padaria, estamos utilizando hoje apenas o <em>levain</em>, ou seja, o fermento fresco. A qualidade dos folhados, pães e outros itens servidos no hotel está incomparável e os próprios clientes reconhecem essa qualidade diferenciada que buscamos oferecer sempre no Copa.&nbsp;</p>



<p><a href="https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/fermentacao-natural-do-tempo-nasce-a-vida/">Aproveite e saiba mais sobre pães de fermentação natural aqui.</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Hoje, no Cipriani, você serve dois menus degustação diferentes, à noite. Qual a característica de cada um deles?</strong></h3>



<p>Um dos menus-degustação é Chef&#8217;s Signature Dishes, que são pratos que representam o meu estilo de culinária, desde a minha chegada como chef do Cipriani. Utilizo poucos ingredientes  ?  máximo de três ou quatro, mas de altíssima qualidade, como por exemplo, vinagre balsâmico envelhecido 30 anos, parmigiano reggiano envelhecido 36 meses, carne de wagyu, uísque defumado 23 anos etc. O outro menu é o Tradition-Innovation  ?  os pratos nascem da tradição e vêm inovados nesse menu, que fala das tradições que temos em diferentes regiões da Itália. </p>



<p>É muito importante ressaltar a gastronomia italiana, cada região tem estilos e tradições culinárias completamente diferentes. Começamos com a região da Campania, depois com a Toscana e no final de janeiro a região será a Sicília.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Se não me engano, alguns pratos que estão no menu Chef&#8217;s Signature Dishes foram executados por você quando ainda nem tinha sido contratado. É verdade que você executou os pratos&nbsp;Raviolini del Plin e Tiramisù 2.0&nbsp;quando esteve aqui ainda para mostrar seu trabalho? O que esses pratos têm que encantaram os contratantes e ainda conquistam o público?</strong>&nbsp;</h3>



<p>Sim, é verdade. Foram esses dois pratos que elaborei no <em>tasting</em> menu, mas que hoje em dia já sofreram modificações. Apresentam o meu estilo de culinária: poucos ingredientes, mas de altíssima qualidade, sendo que busco sempre inovar, sem esquecer a tradição. </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:45% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="599" height="795" src="https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nello_cassese_vertical2_filico_zona_sul_revista_estacao.jpg" alt="nello cassese" class="wp-image-7094 size-full" srcset="https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nello_cassese_vertical2_filico_zona_sul_revista_estacao.jpg 599w, https://gastronomiacarioca.zonasul.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nello_cassese_vertical2_filico_zona_sul_revista_estacao-226x300.jpg 226w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Apresentam o meu estilo de culinária: poucos ingredientes, mas de altíssima qualidade, sendo que busco sempre inovar, sem esquecer a tradição.</p><cite>Chef Nello Cassese. Foto: Filico.</cite></blockquote>
</div></div>



<p>Foi possível mostrar que além do prato tradicional, dá para elaborar um prato tradicional e inovador ao mesmo tempo, sem trair ou esquecer os sabores tradicionais. Por exemplo, o Raviolini del Plin geralmente vem recheado com três diferentes tipos de carnes e legumes, e eu optei por fazer recheado com frango alla Cacciatora, que é um prato tradicional da Toscana. Mas a forma do raviolini é aquela tradicional, fechada com as mãos, como se estivesse beliscando a massa. </p>



<p>E o Tiramisù 2.0, que agora é 2.3, ao invés de servi-lo no &#8220;empratamento&#8221; tradicional, conseguimos descontruir e inovar cada ingrediente para depois recriar no paladar o mesmo sabor do tiramisù tradicional.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Você despertou para a gastronomia ainda na infância. Naquele tempo, o que o motivou e inspirou?&nbsp;</strong></h3>



<p>Desde a infância eu sempre tive paixão pela gastronomia, pela culinária. O que mais me motivou foi ver a minha avó e depois a minha mãe acordando cedo pela manhã, para cozinharem para a família toda, ou seja, cozinhavam com aquela paixão mesmo (sem ser profissional) para agradar a família. </p>



<p>Hoje em dia, o mais importante do meu trabalho é criar pratos surpreendentes para os clientes, entregar aos clientes uma experiência diferente da que eles possam ter em casa. Tento recriar o que acontecia comigo quando eu era criança e via minha mãe e minha avó indo cedo para a cozinha com toda a alegria para agradar o paladar de seus familiares.</p>



<figure class="wp-block-pullquote has-background is-style-solid-color" style="background-color:#eeeeee"><blockquote class="has-text-color has-black-color"><p>O mais importante do meu trabalho é criar pratos surpreendentes para os clientes&#8230; uma experiência diferente da que eles possam ter em casa.</p><cite>CHef nello cassese</cite></blockquote></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Depois de decidir pela profissão, quem foram suas referências?</h3>



<p>Ao decidir seguir essa profissão comecei a frequentar a escola de hotelaria, depois trabalhei bem jovem na Toscana e, já graduado, trabalhei em um restaurante que, na época, estava com uma estrela e agora tem duas estrelas, chamado Taverna Estia (que fica perto de Nápoles). Tive uma impressão difícil no começo e até pensei em não continuar com o trabalho, que era muito difícil e exaustivo, mas depois de seis meses tive a oportunidade de viajar para a Inglaterra, onde fiquei quase um ano e meio, e comecei a trabalhar na Holding de Gordon Ramsay. Trabalhei nos restaurantes dele, com uma, duas, três estrelas Michelin. </p>



<p>Após isso, fui para a França trabalhar com um chef italiano &#8211; que trabalhou com Gordon Ramsey. Depois passei sete anos na Toscana, trabalhando em um restaurante que ficava dentro de um hotel-boutique, sempre com a supervisão de Ramsey. Hoje em dia me inspiro muito nele, obviamente, no sentido de técnica, mas também em muitos chefs italianos, como Massimo Bottura e Emanuele Scarello, que tem duas estrelas Michelin, ou mesmo Vito Mollica, de Florença.&nbsp;</p>



<p>Confira também a entrevista com Nello Cassese em vídeo:</p>



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<iframe title="[ Revista Estação Zona Sul ] Chef Nello Cassese e as novidades do Copacabana Palace" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/Rfiojro1LYo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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</div>
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