Se você gosta de um bom drinque, provavelmente pensa em caipirinha quando o assunto é coquetelaria nacional. Mas a variedade de drinques brasileiros vai muito além desse clássico reconhecido internacionalmente. Conheça mais sobre o universo de coquetéis que têm o sabor do Brasil e prepare já o seu drinque verde e amarelo.

Aqui você vai ver:

A número um: caipirinha

Impossível falar das bebidas brasileiras sem começar pela caipirinha. Feita tradicionalmente com cachaça, limão, açúcar e gelo, ela é considerada o coquetel nacional do Brasil e é, até hoje, a principal embaixadora da nossa cultura gastronômica no exterior.

O reconhecimento internacional da caipirinha é tão grande que ela, junto com o também brasileiro Rabo de Galo, integra a lista oficial da International Bartenders Association (IBA), entidade responsável por catalogar e preservar os principais clássicos da coquetelaria mundial.

Ao lado de drinks (ou drinques) famosos como o Mojito, o Manhattan e o Negroni, a caipirinha representa oficialmente o Brasil no seleto grupo dos coquetéis reconhecidos pela associação. Outro detalhe interessante é que ela também é o único da lista oficial da IBA que utiliza obrigatoriamente a cachaça, um destilado genuinamente brasileiro produzido a partir da cana-de-açúcar.

A versatilidade da cachaça também ajudou a impulsionar uma verdadeira revolução nas caipirinhas. Se antes o clássico era preparado apenas com limão, hoje os bares brasileiros exploram uma infinidade de combinações com frutas como maracujá, morango, jabuticaba, caju, kiwi, tangerina e até misturas que unem frutas, ervas e especiarias.

Caipirinha de maracujá por Claudio Adriano.

Outros destilados também podem ser usados no lugar da cachaça, dando origem a variações como a Caipiroska (com vodka), a Caipiríssima (com rum) e a Caipirão, uma versão mais popular em Portugal, feita com Licor Beirão.

Receita de caipirinha (versão IBA)

Ingredientes

  • 60 ml de cachaça
  • 1 limão cortado em pequenos pedaços
  • 4 colheres de chá de açúcar refinado

Modo de preparo: coloque o limão e o açúcar em um copo double old fashioned e macere suavemente. Encha o copo com gelo quebrado e adicione a cachaça. Mexa delicadamente para incorporar os ingredientes.

Rabo de Galo: o cocktail brasileiro

Outro grande clássico brasileiro é o Rabo de Galo. Criado em São Paulo durante a década de 1950, o drinque surgiu da combinação entre dois mundos: a cachaça brasileira e o vermute trazido pelos imigrantes italianos.

A bebida conquistou rapidamente os bares paulistanos e virou símbolo da boemia da cidade, combinando com petiscos de boteco, como frituras, queijos, linguiças e conservas. O nome, aliás, nasceu de uma adaptação bem-humorada do inglês cocktailcock (galo) + tail (rabo) — traduzido ao pé da letra para o português.

O Rabo de Galo também é uma criação nacional que integra a lista oficial IBA de coquetéis da entidade na categoria “Contemporary Classics”, com receita à base de cachaça, vermute tinto doce e Cynar, famoso aperitivo italiano.

Receita de Rabo de Galo (versão IBA)

Ingredientes

  • 60 ml de cachaça
  • 20 ml de vermute doce (Cinzano Rosso)
  • 15 ml de Cynar
  • 2 gotas de Angostura (opcional)

Modo de preparo: coloque todos os ingredientes em um copo baixo (rocks glass), adicione gelo e mexa rapidamente. Finalize com um twist de laranja.

Moscow Mule com espuma: versão brasileira

O Moscow Mule não nasceu no Brasil, mas ganhou por aqui uma versão tão marcante que muita gente passou a achar que a espuma de gengibre sempre fez parte da receita. Na versão clássica internacional também disponível na lista da IBA, o drinque leva vodka, limão e ginger beer, servido na famosa caneca metálica. A espuma, porém, é uma adaptação brasileira.

A história fica ainda mais interessante porque essa releitura nasceu de uma limitação. Como a ginger beer não era um ingrediente tão fácil de encontrar no Brasil, o bartender Marcelo Serrano criou uma espuma de gengibre para trazer aroma, textura e frescor ao coquetel.

A receita original de Moscow Mule não leva a espuma de gengibre conhecida pelos brasileiros.

Com o sucesso da versão brasileira, a espuma de gengibre deixou de ser apenas uma solução artesanal de bar e passou também a ser fabricada e comercializada, facilitando a vida de bartenders, restaurantes e casas que queriam servir o Moscow Mule com a mesma apresentação cremosa e aromática.

Hoje, pedir um Moscow Mule no Brasil quase sempre significa esperar a espuma no topo. Em outros países, no entanto, a experiência pode ser bem diferente, já que a receita clássica segue sem essa cobertura.

Você também pode fazer sua versão brasileira de Moscow Mule em casa, a Rio Mule, seguindo a receita do mixologista Zona Sul Claudio Adriano.

Rio Mule por Claudio Adriano.

Batidas: doces e afetivas

Não menos importantes do que os drinques reconhecidos internacionalmente, são as batidas. Cremosas, doces e muito associadas a festas e encontros, elas traduzem bem o jeito brasileiro de misturar fruta, destilado e criatividade.

A base costuma ser simples: cachaça, fruta e açúcar, muitas vezes com leite condensado, criando uma bebida mais encorpada e fácil de agradar. Batida de coco, de maracujá, de amendoim e de abacaxi estão entre as mais populares, mas a liberdade de combinações permite muito sabores favoritos.

A “batida” é uma categoria bem brasileira de bebida alcoólica mista, inclusive reconhecida em norma federal como bebida com graduação de 15% a 36% vol.

A batida de amendoim lembra festa junina, a de coco tem clima tropical, a de maracujá equilibra acidez e doçura, e as versões com frutas nativas ajudam a mostrar a riqueza dos ingredientes do país.

Batida de amendoim por Claudo Adriano.

Mais do que uma bebida alcoólica, a batida é uma categoria afetiva da coquetelaria nacional. Ela aparece tanto em receitas caseiras quanto em cartas de bares que resgatam sabores brasileiros com uma apresentação mais contemporânea.

Algumas batidas também possuem “nomes próprios”, e se tornaram famosas pelos seus apelidos populares. Você provavelmente já ouviu falar em algumas delas:

  • Leite de Onça: batida cremosa e adocicada, geralmente feita com cachaça, leite condensado e, às vezes, canela, chocolate ou leite de coco. É forte, mas com aparência inocente de sobremesa.
  • Capeta: famoso especialmente em regiões de praia e festas, costuma levar vodka ou cachaça, leite condensado, guaraná em pó, canela, chocolate em pó e gelo.
  • Meia de Seda: normalmente mistura leite condensado, creme de leite, licor de cacau e alguma bebida alcoólica, como cachaça, vodka ou conhaque.
  • Nevada: é uma batida de limão cremosa, geralmente feita com vodka ou cachaça, leite condensado, gelo e limão.

Bar do Rio: sabores exclusivos cariocas de coração

Depois de passear por clássicos como Caipirinha, Rabo de Galo, batidas brasileiras e até pela versão nacional do Moscow Mule, vale lembrar que a coquetelaria continua viva nos balcões cariocas.

No Bar do Rio, exclusivo Zona Sul, essa criatividade aparece em receitas autorais criadas para combinar com o estilo de vida de quem vive na cidade e com ingredientes que têm a cara do Brasil, sob curadoria do mixologista Zona Sul Claudio Adriano.

Entre os sabores que você só encontra por lá estão o Gin Hawai, o Zona Sour e o Torre do Barão. Quer conhecer mais? Veja a lista de lojas Zona Sul que contam com o Bar do Rio e brinde os sabores do Brasil aqui!