Dia 25 de agosto é o Dia do Feirante. E você sabe por que essa data é tão importante? A relação do Zona Sul com o carioca de coração começou muito antes da inauguração da primeira loja da rede, com caminhões-feira e barracas montadas nas ruas da cidade. Décadas depois, os mesmos valores e princípios continuam presentes no dia a dia do Zona Sul, mantendo a proximidade e a conexão com os clientes. Conheça mais sobre essa história que começou nas feiras e segue viva até hoje.
Aqui você vai ver:
- Por que existe o Dia do Feirante?
- A feira e a origem do Zona Sul
- Do campo pra você: de onde vem o alimento
Por que existe o Dia do Feirante?
Antes de mais nada, é importante entender a importância das feiras para a cultura mundial. De forma geral, elas desempenham um papel essencial na economia e na vida das comunidades. Além de serem espaços de compra e venda, as feiras aproximam produtores, comerciantes e consumidores por meio de relações marcadas pela confiança e pelo contato humano.
Mais antigas do que qualquer loja, mercado ou shopping center, as feiras estão entre as formas de comércio mais tradicionais do mundo e permanecem vivas até hoje, inclusive no Brasil. Por aqui, a atividade ganhou uma data especial, celebrada em 25 de agosto.

Em 25 de agosto é celebrado o Dia do Feirante.
A escolha da data tem origem em São Paulo. Em 25 de agosto de 1914, o então prefeito Washington Luís publicou o Ato nº 710, documento que regulamentou e organizou o funcionamento das feiras livres na cidade, contribuindo para a consolidação do modelo de feira que se espalharia por todo o país.
A data é uma oportunidade para homenagear os feirantes e reconhecer a importância do trabalho desses profissionais na distribuição de alimentos, no fortalecimento da economia local e na preservação das tradições.
Diversas feiras livres tradicionais da cidade já foram reconhecidas como Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro. A Lei Municipal nº 5.525/2012 assegura o funcionamento semanal das feiras livres tradicionais nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, reconhecendo o valor socioeconômico e cultural dessas atividades para os bairros cariocas.
A feira e a origem do Zona Sul
E o que a feira tem a ver com o Zona Sul? É justamente na feira que a história da marca começa a ganhar forma no Rio de Janeiro. Antes das lojas, das gôndolas e do coração vermelho conhecido pelos cariocas, havia uma família de imigrantes tentando construir uma nova vida no Rio de Janeiro.
Essa história começa com Francesco Leta, nascido em Fuscaldo, na Calábria, em uma família acostumada a viver da terra. Os Leta plantavam, criavam animais e comercializavam aquilo que produziam. Seu pai, Fortunato Leta, já havia vindo sozinho para o Brasil anos antes em busca de melhores condições para a família.


Depois dos anos difíceis da Segunda Guerra Mundial, chegou a vez de Francesco atravessar o Atlântico. Em 1947, aos 21 anos, ele embarcou para o Brasil para encontrar o pai e tentar construir aqui uma vida melhor. Começou trabalhando no açougue Rei dos Cabritos, no Centro do Rio. No ano seguinte, 1948, o restante da família finalmente conseguiu se reunir no Rio: chegaram da Itália sua mãe, Teresina, e seus irmãos Pietrangelo e Mário, que tinha apenas 11 anos.
E foi quase por acaso que a feira entrou definitivamente na trajetória de Francesco. Uma infecção no dedo o impediu de continuar no açougue e um primo o convidou para trabalhar em um caminhão-feira, vendendo frutas e legumes. Ele se tornou sócio do primo e, no início dos anos 1950, comprou seu próprio caminhão-feira. Em seguida, os irmãos começaram a trabalhar juntos no negócio.
Foi na feira que os irmãos Leta aprenderam uma parte essencial do que levariam para o futuro: saber escolher um bom produto era importante, mas saber conquistar quem estava comprando era igualmente fundamental.
A partir daí, a família Leta foi percorrendo o mapa do comércio de rua carioca. O caminhão passou pela Glória, pelo Centro, por Copacabana e Ipanema. Em 1954, quando Francesco voltou temporariamente à Itália, Mário e Pietrangelo ficaram responsáveis pelo negócio.
Depois vieram as barracas. De volta ao Rio, Francesco construiu com a ajuda do pai uma barraca na Praça Serzedelo Corrêa, em Copacabana, onde trabalhou ao lado de Mário e Fortunato vendendo frutas e cereais. Mais tarde, Francesco e Mário abriram outra na Praça General Osório, em Ipanema.
A primeira mercearia: o coração do Zona Sul
Quando a Prefeitura passou a impedir a venda em barracas instaladas nas ruas, Francesco encontrou mais uma saída. Em 1956, os três irmãos passaram para um endereço fixo, numa pequena loja em frente à Praça General Osório. O negócio recebeu um nome que não negava suas origens: Feirinha de Ipanema. Francesco cuidava principalmente das compras, Pietrangelo da administração e Mário do contato diário com os clientes.


Aquela pequena mercearia foi o primeiro empreendimento fixo dos três irmãos Leta e um passo decisivo para o que aconteceria logo depois. Três anos mais tarde, em 1959, nascia o Zona Sul, que hoje conta com mais de 45 filiais no Rio e uma em Angra dos Reis.

Por isso, dar importância à feira não é só relembrar um formato antigo de comércio. A feira foi a escola dos Leta no Rio. Isso explica por que, tantas décadas depois, o caminho que vai da produção ao alimento na mesa continua sendo tão importante para o Zona Sul.
Do campo pra você: de onde vem o alimento
Quando se trata de uma rede com muitas lojas, manter a mesma proximidade das antigas feiras pode parecer um desafio. No Zona Sul, porém, esse vínculo continua sendo parte da essência da marca. Se antes era possível conhecer de perto quem estava por trás de cada produto, hoje o compromisso com a origem, a qualidade e a transparência segue presente, fortalecendo a relação de confiança com os clientes.
Essa conexão também aparece no relacionamento atual do Zona Sul com produtores locais. No hortifruti, a rede trabalha com famílias e pequenos agricultores de regiões produtoras do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, aproximando o campo da cidade e valorizando alimentos frescos e de origem conhecida.
A proximidade e a confiança fazem parte da relação que acompanha essa história desde o início: conhecer melhor a mercadoria, sua procedência e as pessoas que participam do caminho até ela chegar ao cliente.

Saiba mais sobre quem faz a história do Zona Sul acontecer:












