Leite e sorvete batidos no liquidificador. Essa combinação tem muita história pra contar. O milk-shake é mais do que apenas uma bebida (ou seria uma sobremesa?) e representa muito da cultura dos Estados Unidos. Mas o tempo passou e o milk-shake também mudou. Hoje ele assume diferentes versões ao redor do mundo, incluindo alternativas veganas. Do copo alto com chantilly e cereja ao smoothie de frutas, vem entender essa história e descobrir como preparar o seu.

Aqui você vai ver:

De onde veio o milk-shake

O milk-shake que conhecemos atualmente é uma bebida gelada e cremosa preparada, em sua versão mais clássica, com leite e sorvete batidos, podendo receber chocolate, frutas, café, baunilha, caramelo e uma infinidade de outros sabores. Porém, a bebida não foi criada exatamente assim.

A bebida, que atualmente faz sucesso principalmente entre o público infantil, pouco se aproximava do visual lúdico dos dias de hoje. O termo começou a aparecer nos Estados Unidos ainda no final do século XIX e, nas primeiras versões o leite podia ser combinado com ovos e até bebidas alcoólicas, como uísque, e tudo era vigorosamente agitado à mão. Daí o nome bastante literal: milk + shake, ou leite “chacoalhado”.

No século XIX, os primeiros milk-shakes eram tônicos nutritivos que levavam uísque e ovos.

Na virada para o século XX, a bebida foi mudando. O álcool perdeu espaço para combinações de leite gelado com xaropes de chocolate, morango ou baunilha, popularizando versões saborosas, coloridas e variadas. E uma das grandes responsáveis por isso foi a tecnologia.

A tecnologia revolucionou o milk-shake

Antes de existirem aquelas lanchonetes retrô que imediatamente vêm à nossa cabeça quando pensamos nos Estados Unidos dos anos 1950, havia as soda fountains: balcões tradicionais, geralmente localizados nas farmácias, muito populares nos Estados Unidos entre o século XIX e meados do século XX. Neles, água com gás era combinada a xaropes, sorvetes e tônicos medicinais, criando diferentes bebidas servidas diretamente no balcão.

A partir da década de 1910, misturadores elétricos próprios para bebidas começaram a chegar às soda fountains. Em vez de chacoalhar a mistura à mão, era possível bater leite e xaropes rapidamente, incorporando ar e deixando a bebida mais leve e cremosa.

Depois vieram os diners: restaurantes e lanchonetes informais, geralmente com serviço rápido, balcão comprido e bancos altos. Hambúrgueres, batatas, café, tortas, sorvetes e milk-shakes ajudaram a formar aquele cardápio que o cinema transformaria em parte do imaginário americano.

Diners: as lanchonetes eternizadas pela arte e pelo cinema americano.

Durante a década de 1920, as versões preparadas com sorvete ganharam popularidade e o milk-shake começou a assumir sua forma moderna: gelado, cremoso e servido em copos altos, com chantilly e calda. E foi justamente essa última versão que se tornou um verdadeiro ícone da cultura pop.

Como fazer o milk-shake dos diners

Quer trazer um pouco do clima dos clássicos diners americanos para casa? Capriche no sorvete, escolha um copo alto e finalize com calda, chantilly e a indispensável cereja no topo. Uma sugestão é:

A quantidade de leite não precisa ser uma regra rígida. Se você gosta daquele milk-shake bem espesso, coloque menos líquido. Para uma bebida mais fluida, acrescente um pouco mais.

A escolha do sorvete faz a diferença no resultado final. A dica é apostar nos sabores Gelad, marca que você só encontra no Zona Sul. As combinações podem ser as mais variadas possíveis, mas a dica é básica: sabores mais neutros de sorvete permitem caldas e toppings mais variados.

  • Gelad de creme é perfeito para adicionar frutas, caramelo ou especiarias.
  • Você pode combinar café Me Bebe com sorvete de creme e garantir um delicioso frapê, forma como alguns lugares chamam o milk-shake de café.
  • Sabores como chocolate, coco ou paçoca podem virar protagonistas da receita e os adicionais não devem “brigar” com o sabor do sorvete.

Escolha um copo alto ou taça de milk-shake com pé, espalhe a calda pelas laterais antes de colocar a bebida e deixe um pouco de espaço para o acabamento. Chantilly, cereja, syrups, raspas de chocolate, castanhas e pedaços de biscoito fazem o resto.

Sabia que em 12 é setembro é comemorado o Dia do milk-shake?

É possível fazer um milk-shake vegano?

Uma alternativa ao milk-shake tradicional é preparar uma versão vegana, trocando o leite por bebidas vegetais e usando sorvete vegano, sem ingredientes de origem animal.

Essa versão também pode ser uma opção para quem tem intolerância à lactose, desde que todos os ingredientes usados sejam livres de leite e derivados. Nesse caso, não se esqueça de conferir também os rótulos de chocolates, caldas e complementos.

Na hora de combinar, bebida de aveia funciona muito bem com chocolate e café, enquanto coco e castanhas combinam com frutas e deixam a bebida bem cremosa.

Mas trocar o leite por uma bebida vegetal não significa, necessariamente, que o milk-shake seja light. A diferença está na ausência de ingredientes de origem animal, e não obrigatoriamente na quantidade de calorias.

Smoothie ou milk-shake?

Você já pode ter ouvido o termo smoothie e se perguntado se ele não é simplesmente outro nome para milk-shake. A verdade é que as duas bebidas têm muito em comum: são geladas, cremosas e preparadas no liquidificador. Mas existe uma diferença, ainda que o limite entre elas seja cada vez mais tênue.

O milk-shake tradicional tem o sorvete como protagonista e assume seu lugar de sobremesa, podendo ganhar caldas, chocolates, chantilly e confeitos. Já o smoothie costuma partir principalmente de frutas e até hortaliças, combinadas a ingredientes como iogurte, sucos ou bebidas vegetais.

E é justamente aí que as receitas começam a se misturar: um smoothie pode levar sorvete para ficar ainda mais cremoso, enquanto um milk-shake pode receber frutas frescas e ingredientes mais naturais.

Smoothie alcoólico com Gelad por Claudio Adriano, mixologista Zona Sul.

Gelad: só tem no Zona Sul

Quer um milk-shake de qualidade? Então comece pelo ingrediente que realmente faz diferença na textura, no sabor e na cremosidade: o sorvete.

Os sorvetes Gelad, exclusivos do Zona Sul, podem ser a base para diferentes combinações, dos clássicos de creme e chocolate até sabores como coco, flocos, napolitano e paçoca. Para quem prefere uma opção mais leve, a linha também conta com Gelad Light.

Além dos sorvetes Gelad, o Zona Sul reúne mais de 25 marcas exclusivas, pensadas para diferentes momentos do dia, do café da manhã ao happy hour. Uma seleção própria que amplia as possibilidades na cozinha e reúne produtos escolhidos especialmente para o carioca de coração.