A Itália é um dos grandes berços do vinho mundial, reconhecida por transformar uvas nativas em rótulos que unem frescor, mineralidade e elegância. Sua tradição não se limita aos tintos: os vinhos brancos italianos também ocupam um lugar especial, expressando leveza, caráter e autenticidade. E como a gastronomia italiana também é uma atração à parte, harmonizar seus vinhos brancos com receitas típicas é quase como embarcar em uma viagem pelos sabores do Mediterrâneo. Que tal aproveitar essa experiência?

Aqui você vai ver:

Um país com diferentes geografias

A Itália ocupa um lugar único no mundo do vinho e isso não acontece por acaso. Ao contrário de muitos países que consolidaram sua produção com uvas internacionais, os italianos seguiram um caminho próprio: valorizar aquilo que nasce em seu território. É por isso que falar de vinho italiano é falar de identidade.

Uvas autóctones são uvas nativas de uma região específica. Elas carregam a identidade local e costumam produzir vinhos com personalidade única.

Com mais de 500 variedades de uvas catalogadas, a Itália é o país com maior diversidade vitivinícola do mundo. Cada região cultiva suas próprias castas, muitas vezes preservadas ao longo de séculos, o que faz com que os vinhos carreguem características muito particulares, influenciadas também pelos costumes locais.

Regiões produtoras de vinhos da Itália. Infográfico Zona Sul.

Essa diversidade está diretamente ligada à geografia do país. Entre montanhas, colinas e uma extensa faixa costeira, a Itália reúne diversos microclimas. Em regiões próximas ao mar, os vinhos tendem a ser mais frescos, com notas minerais e salinas. Já nas áreas mais altas, vinhos elegantes e com acidez vibrante.

Indicações geográficas: garantia de identidade

Com toda essa variedade, como garantir que a identidade de produção de uma região não se perca no decorrer dos anos? A resposta está no sistema de classificação que protege a origem dos vinhos:

  • DOC (Denominazione di Origine Controllata)
  • DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita)

A Itália se destaca por unir tradição e modernidade na produção de vinhos. Muitas técnicas antigas continuam sendo usadas porque funcionam e fazem parte da cultura local. Ao mesmo tempo, os produtores investem em tecnologia para elevar a qualidade.

Esse equilíbrio também aparece no sistema de denominações de indicações de origem, como DOC e DOCG, que garantem procedência e preservam o estilo e a identidade dos vinhos italianos, protegendo suas uvas e métodos tradicionais.

Itália é mais do que uvas tintas

Quando se fala em vinhos italianos, é comum que os tintos ganhem os holofotes. Afinal, uma das uvas italianas que ganhou o mundo é a Sangiovese, típica da Toscana, que dá origem tanto a vinhos jovens quanto complexos. Outras uvas “diferentonas” tintas são conhecidas, com Nero d’Avola, Nerello Mascalese, etc.

No entanto, as uvas brancas autóctones não ficam foram da lista de sucesso. São elas que representam o frescor e a mineralidade que definem grande parte da experiência gastronômica italiana. Entre as uvas brancas nativas que se destacam na produção de vinhos estão:

  • Trebbiano
  • Vermentino
  • Verdicchio
  • Catarrato
  • Garganega
  • Fiano
  • Greco
  • Falanghina

Harmonizando brancos italianos com receitas

Se você admira a gastronomia e os vinhos italianos, está na hora de combiná-los com sugestões do Expert em Vinhos Claudio Pinto e com receitas dos Experts e Chefs Zona Sul. São sugestões práticas, pensadas para o dia a dia, mas com aquele toque especial que transforma a refeição. Já convida quem vai curtir essa seleção de outono com você:

Greco Classica + Burrata com Caponata

Greco é uma das uvas brancas autóctones mais antigas do sul da Itália, especialmente da Campânia. No estilo clássico, o Greco produz vinhos brancos estruturados, com acidez firme, textura mais encorpada e aromas que vão de frutas brancas a notas minerais e levemente defumadas.

Este tipo de vinho combina especialmente com frutos do mar grelhados, peixes brancos com ervas, polvo, lula, massas com frutos do mar, risotos cítricos, queijos de cabra, legumes assados e preparações mediterrâneas marcadas por azeite e ervas frescas.

Experimente combinar o vinho selecionada para o Catálogo de Outono Zona Sul Greco Classica com burrata com caponata do Chef Zona Sul Thiago Rossetti.

Burrata com caponata por Thiago Rossetti.


Ingredientes para servir

  • 2 burratas frescas
  • 100 g de rúcula baby
  • 2 fatias finas de Pão Santa Mônica (para crostini)

Ingredientes para a caponata

  • 2 berinjelas pretas
  • 1 cebola branca grande
  • 1 talo de aipo (com folhas)
  • 3 tomates italianos
  • 3 colheres de sopa de Passata Rústica
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 50 g de azeitonas verdes sem caroço
  • 200 ml de azeite extravirgem italiano
  • 200 ml de óleo de canola ou soja
  • 15 g de uvas-passas golden sem caroço
  • Sal e pimenta‑branca a gosto
  • Aceto Balsâmico di Modena Monari
  • Folhas de manjericão a gosto

Modo de preparo

  1. Corte as berinjelas em cubos de aproximadamente 4 cm e coloque-as em uma peneira com sal por pelo menos 1 hora, para que liberem o líquido amargo. Reserve.
  2. Enquanto isso, prepare o molho. Lave o aipo, corte-o em pedaços (incluindo as folhas) e reserve. Em uma frigideira, aqueça uma boa quantidade de azeite, refogue a cebola picada e, em seguida, adicione o aipo.
  3. Cozinhe por cerca de 5 minutos. Acrescente a passata, misture e deixe refogar por mais 3 minutos. Tempere com sal, açúcar e uma pitada de pimenta‑branca.
  4. Em outra panela, aqueça o óleo e frite os cubos de berinjela até dourarem. Escorra e reserve. Hidrate as uvas-passas em água por 5 minutos.
  5. Misture as berinjelas fritas ao molho, acrescente as azeitonas, as uvas-passas hidratadas, folhas de manjericão e finalize com azeite e um fio de aceto balsâmico. Leve à geladeira por 30 minutos para apurar os sabores.
  6. Crostini: corte o Pão Santa Mônica em fatias finas, regue com um fio de azeite e doure em uma frigideira até ficar crocante. Reserve.
  7. Montagem: disponha a caponata no prato, coloque a burrata no centro, finalize com folhas de rúcula e sirva com o crostini.

Nuragus Di Cagliari DOC + Bruschetta de tomate

A Nuragus é uma uva branca autóctone da Sardenha, que dá origem a vinhos leves, frescos e marcados por uma acidez vibrante. Produzido com essa variedade, o vinho selecionado para o outono, Nuragus di Cagliari DOC, faz uma harmonização perfeita com bruschetta, já que a acidez do vinho equilibra o azeite e realça o sabor do tomate.

Prepare você mesmo uma bruschetta de tomate com queijo feta finalizado com brotos, receita da Expert em Cozinha Saudável Lorena Abreu.

Ingredientes

  • Brotos para finalizar
  • 8 fatias de pão tipo rústico
  • Molho para bruschetta
  • 100 g de queijo feta
  • Ervas de Provence a gosto
  • Azeite extravirgem Due a gosto

Modo de preparo

  1. Aqueça uma frigideira com um fio de azeite e grelhe as fatias de pão dos dois lados, até ficarem levemente douradas e crocantes.
  2. Disponha os pães em uma travessa e distribua o molho de bruschetta sobre cada fatia.
  3. Finalize com o queijo feta esfarelado, ervas de Provence, um fio de azeite extravirgem e os brotos.
  4. Sirva imediatamente.

Se não quiser preparar uma bruschetta, você pode garantir uma fresquinha da linha Panetto, exclusiva Zona Sul.

Cantine Lavorata DOC + Fusilli com alcachofra e limone

O Cantine Lavorata DOC é um branco italiano produzidos com uvas autóctones da região da Calábria, que aposta em frescor e leveza aromática. Quando colocado ao lado de massas delicadas, peixes grelhados, risotos leves e queijos frescos, o vinho casa perfeitamente, gerando um equilíbrio de sabores.

Aprenda a preparar um fusilli com alcachora e limone com a Expert Lorena Abreu e combine com seu Lavorata DOC:

Ingredientes para a massa

Ingredientes para a alcachofra

  • 900 g de alcachofra em conserva, bem escorrida (ou cerca de 1,4 kg de alcachofra fresca limpa)
  • 80 ml de azeite de oliva extravirgem
  • 30 g de alho laminado
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto

Ingredientes para o molho de limão cremoso

  • 450 g de creme de leite fresco
  • 140 g de queijo Parmigiano Reggiano ralado fino
  • Raspas de 5 limões-sicilianos
  • 120 ml de suco de limão-siciliano (aprox. 4 limões)
  • 600 a 800 ml da água do cozimento da massa (usar aos poucos)

Finalização

  • 60 g de salsinha fresca picada ou tomilho
  • Pimenta-do-reino moída na hora

Modo de preparo

  1. Alcachofras: corte as alcachofras em lâminas médias. Aqueça o azeite em uma panela larga e doure levemente o alho. Acrescente as alcachofras e salteie até ficarem levemente douradas. Ajuste o sal e a pimenta. Reserve aquecido.
  2. Massa: cozinhe o fusilli em água abundante e bem salgada até ficar al dente. Reserve pelo menos 800 ml da água do cozimento. Escorra a massa.
  3. Molho de limão: volte as alcachofras ao fogo baixo. Acrescente o creme de leite fresco e misture. Incorpore as raspas de limão. Adicione o suco de limão aos poucos, provando para equilibrar a acidez. Comece a emulsão com parte da água do cozimento da massa.
  4. Montagem: junte a massa ao molho e misture bem. Acrescente o Parmigiano Reggiano gradualmente. Ajuste a textura com a água da massa até obter um molho cremoso e fluido. Ajuste o sal e finalize com pimenta-do-reino.
  5. Finalização: finalize com salsinha fresca picada ou tomilho e sirva imediatamente.

Se você ama vinhos italianos e curte o clima do outono carioca, o Expert Claudio Pinto selecionou rótulos que passeiam entre frescor e estrutura, perfeitos para acompanhar desde um piquenique de fim de tarde na praia até uma recepção para aquela visita que chega de surpresa.

A ideia é aproveitar o melhor dos dois mundos: vinhos leves para refrescar e opções mais encorpadas para quando o carioca finalmente admite que esfriou.

A curadoria reúne vinhos brancos e tintos italianos, chilenos, franceses e outros rótulos que mantêm a qualidade como caracterísctica principal. Baixe gratuitamente seu catálogo de vinhos de outono Zona Sul e aproveite a estação!

Catálogo de Vinhos de outono 2026 Zona Sul