Pensa num ingrediente que serve para doce, para salgado e funciona muito como um petisco saudável. Esse alimento existe, e é a castanha! Parte da pirâmide essencial da nutrição, esta oleaginosa se subdivide em diferentes tipos para uso na gastronomia, e com sabores bem brasileiros. Conheça mais benefícios e receitas com castanhas aqui.

Castanha: presente nas bases da alimentação

Antes de mais nada, você sabia que a castanha faz parte da tríade essencial da alimentação saudável? O Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, classifica as castanhas e oleaginosas como alimentos ricos em proteína vegetal.

oleaginosas e frutas secas zona sul
Oleaginosas e frutas secas, essenciais para a alimentação. Foto: Fernando Mafra / Zona Sul.

Segundo o guia, a alimentação saudável é constituída de três tipos de alimentos básicos:

  • Alimentos com alta concentração de carboidratos, como os grãos (incluindo arroz, milho e trigo), pães, massas, tubérculos (como as batatas e o inhame) e raízes (como a mandioca);
  • As frutas, legumes e verduras;
  • Os alimentos vegetais ricos em proteínas (particularmente os cereais integrais, as leguminosas e também as sementes e castanhas);

A alimentação, quando adequada e variada, previne deficiências nutricionais e protege contradoenças infecciosas, porque é rica em nutrientes que podem melhorar a função imunológica.

Guia Alimentar para a População Brasileira

De acordo com o guia do Ministério da Saúde, alimentos variados de origem vegetal, somados aos tipos mais saudáveis de alimentos de origem animal são de importância fundamental para a saúde pública, para a segurança alimentar e nutricional e para a soberania de um país.

Infográfico alimentação saudável. Crédito: Zona Sul.

Os benefícios da castanha

As variedades de castanhas (do-brasil, de-caju, entre outras) são boas fontes de proteína e gordura, vitaminas (ácido fólico, niacina) e minerais (zinco, selênio, magnésio, potássio, dentre outros).

Existem evidências de que as castanhas contribuem para reduzir o risco de doenças cardíacas, diabetes e até mesmo algumas formas de câncer.

Entretanto, equilíbrio é sempre a palavra-chave. Como elas naturalmente já são fonte de gordura (ácidos graxos monoinsaturados), prefira consumi-las sem adição de sal e assadas. Adicione-as em saladas, nas sopas, no iogurte, nas saladas de frutas e até mesmo em pães e bolos.

Que tal um shake detox com castanha e melão? Receita da chef Lorena Abreu.

Um ótimo lanchinho para os pequenos

Fáceis de manusear, sem riscos de maiores sujeiras nas mãos dos pequenos, as castanhas ou sementes (oleaginosas) sem sal, ou frutas secas sem açúcar são opções perfeitas de lanchinhos para aquelas longas viagens ou para aquele trânsito lento em que petiscar é a melhor distração.

Lembrando que para crianças menores de dois anos, a alimentação precisa de ingredientes e nutrientes diferentes, como mostra o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras menores de dois anos.

Variedade de castanhas

Que o Brasil é um paraíso repleto de sabores a gente já sabe. E dentre suas muitas variedades, sejam elas climáticas, culturais ou musicais, estão também as gastronômicas, neste caso, as variedades de tipos de castanhas. Vamos falar um pouco sobre as mais famosas nas cozinhas e receitas do dia a dia de toda família.

Castanha-do-Pará

Indicada para as novas mamães, a castanha-do-Pará é ideal para alimentação durante a gravidez. Ela é rica em selênio, uma ótima alternativa para manter o metabolismo da tireoide funcionando. Então se você precisa controlar o peso na gestação e está de olho na sua tireoide, a dica é consumir 3 castanhas por dia.

Para os mais gulosos, fica o alerta: consumir castanha-do-Pará demais pode ser prejudicial, uma vez que selênio em excesso é tóxico para o corpo. Mas para isso seria preciso ingerir cerca de 50 castanhas-do-pará em um único dia. Como a castanha auxilia na sensação de saciedade, é pouco provável você bater esta meta.

alimentacao saudavel na gravidez por zona sul

Um ótimo alimento para as gestantes, fonte de selênio e vitaminas.

A castanha-do-Pará também pode ser chamada de castanha-do-Brasil (ela é chamada assim no exterior) e é um alimento rico em calorias (660 kcal em aproximadamente 100 g), o que pode ser muito bom para dar uma boa carga energética no seu dia.

Receita: Pirarucu com Pesto e castanhas-do-Pará, por Piero Cagnin

Para incrementar o seu menu, confira esta receita de pirarucu, conhecido como bacalhau da Amazônia, criada pelo Expert Piero Cagnin, que utiliza as castanhas-do-Pará misturadas ao molho Pesto para dar um toque especial ao prato, que têm um quê de siciliano.

Pirarucu à moda siciliana

Castanha-de-caju

Muito conhecida pelo fruto que a carrega, a castanha-de-caju pode ser incorporada à uma boa receita caseira de barrinha de cereal. Menos calórica e com mais proteínas do que sua parente castanha-do-Pará, a castanha-de-caju possui ainda uma pequena quantidade de vitamina C e ferro.

No caju, o fruto propriamente dito é a castanha. Mas quem resiste a uma carnuda “carne de caju”? Por isso, além da castanha, você pode ter diversas ideias de receitas com o caju para completar o seu cardápio. E não é só sobre sucos ou doces que estamos falando não. O caju é mais versátil do que você imagina!

Curiosidade: o Ceará representa quase 50% do total de castanha-de-caju produzida no Brasil, seguido pelos estados do Rio Grande do Norte e Piauí, os quais juntos representam cerca de 90% do total produzido no Brasil.

EMBRAPA, 2015

Atenção no consumo

Lembrando que a castanha-de-caju deve ser consumida sempre torrada, pois na versão crua é tóxica para o corpo. Isso acontece por causa da toxina urushiol, a mesma da hera venenosa. A toxina pode causar uma grave alergia e irritações, quando ingerida ou mesmo em contato com a pele.

A castanha-de-caju deve ser consumida sempre torrada, pois na versão crua é tóxica para o corpo.

Receita: pirarucu com caju, por David Eleutério

Para os amantes de caju, uma receita com todos os sabores do Brasil! O chef David Eleutério prepara aqui um pirarucu com crosta de caju, vinagrete de caju e tartar de caju com pimenta. Caju ao cubo regado a castanhas. Aperte o play, pois certamente você vai gostar.

Pirarucu com caju

Castanha-de-baru

Baru, conhecida como cumbaru ou cumaru, é fruto do baruzeiro, árvore nativa do planalto central do Brasil. Sua amêndoa, chamada de castanha-do-baru possui sabor que remete ao amendoim, e pode ser consumida crua ou torrada. Versátil, vai bem em receitas doces e salgadas.

É rica em proteínas, cálcio, ferro, zinco e antioxidantes. Contém mais de 20% de proteína – valor maior que a castanha-de-caju ou a Pará.

Curiosidade: diz-se que na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam no centro-oeste. Essa “observação” faz crescer a lenda popular de que a castanha-do-baru tem propriedades afrodisíacas.

Castanha-de-baru: comum na gastronomia do centro-oeste brasileiro.

Mais Brasil na sua mesa

Além destes tipos de castanhas mais presentes na culinária nacional, existem outras castanhas como o xixá, o licuri e a castanha sapucaia. Fora outras variedades de alimentos que têm a cara da nossa brasilidade, como a manga, o açaí e o pirarucu.

Ademais, se você quiser conhecer mais os sabores do Brasil e do mundo, continue de olho nas redes do @sigazonasul e conecte-se ao melhor da gastronomia.