Alguns ingredientes fazem toda a diferença na cozinha. Podem ser pequenos e discretos, mas conseguem emprestar suas características aos mais variados pratos. As ervas aromáticas são um desses elementos mágicos da gastronomia: pequenas, perfumadas e capazes de transformar receitas simples em experiências. Explore esse universo verde e saiba como usar o poder dos temperos naturais, alguns mais comuns no dia a dia, e outros diferentões, que vale a pena conhecer.
Aqui você vai ver:
- Alecrim
- Alfavaca, manjericão e basilicão
- Hortelã e menta
- Tomilho
- Orégano
- Endro, aneto ou dill
- Nirá
- Ervas frescas pelo hortifruti online
Alecrim
O alecrim é uma planta em forma de arbusto, com folhas finas e muito cheirosas, que pode chegar a cerca de 1,5 metro de altura. Ele contém várias substâncias naturais com ação antioxidante, que ajudam a proteger as células, além de efeito antimicrobiano.
No dia a dia, o alecrim tem aroma marcante, sendo usado principalmente para dar sabor a carnes, legumes assados e outros pratos mais rústicos. Vai muito bem com carne suína e cordeiro.


Também é muito utilizado na coquetelaria. Em drinks com gin, vodka ou cachaças de perfil mais cítrico, ele reforça notas botânicas. Na decoração de coquetéis mais estruturados, o ramo fresco cria impacto visual e libera aroma antes do gole.
“Aqueço levemente a ponta do alecrim com maçarico, intensifico o perfume e ganho experiência sensorial. Mas tudo com controle: excesso deixa o drink medicinal e pesado.”
Mixologista Zona Sul Claudio Adriano
Quer utilizar agora o alecrim para o preparo de uma picanha suína suculenta? Já salve a receita do Chef Zona Sul Leo Salgueiro:
Ingredientes para a picanha
- 1 picanha suína fresca Porco D’Oro
- Sal a gosto
- 1 pacote de sálvia
- 1 tomilho
- 1 ramo de alecrim
- 4 dentes de alho
- Azeite extravirgem Due a gosto
Ingredientes para o molho
- 300 ml de suco de laranja Me Bebe
- 2 colheres de sobremesa de amido de milho
- 100 ml de creme de leite fresco Da Matina
- Sal a gosto
Modo de preparo
- Para começar, seque bem a picanha com papel-toalha e faça cortes diagonais na gordura até formar pequenos quadrados. Tempere com sal e aqueça uma frigideira com um fio de azeite.
- Quando estiver bem quente, coloque a picanha com a gordura voltada para baixo, pressionando levemente para dourar e derreter. Assim que a gordura começar a soltar, junte as ervas e os dentes de alho amassados com casca.
- Vá regando a carne com essa gordura aromatizada até que toda a superfície fique esbranquiçada. Quando perceber que a peça já mudou de cor e se solta da frigideira, vire e sele todos os lados até dourar bem. Em seguida, leve ao forno pré-aquecido a 200 °C por cerca de 5 a 10 minutos, dependendo do ponto que você prefere.
- Enquanto a carne finaliza no forno, prepare o molho. Dissolva o amido em 100 ml do suco de laranja e reserve. Aqueça o restante do suco em fogo baixo, acrescente o creme de leite e misture. Depois, adicione o suco com o amido, mexendo sempre com um fouet, e ajuste o sal. Continue mexendo até atingir a consistência desejada.
- Para montar, retire a picanha do forno, deixe descansar por alguns minutos e então fatie. Disponha em uma travessa, finalize com flor de sal, regue com o molho e salpique tomilho fresco.
Alfavaca, manjericão e basilicão
Tanto a alfavaca, quanto o manjericão e o basilicão são “primos” e costumam ser usados para temperar molhos, grelhados e pizzas. Mas há algumas diferenças entre eles, fique atento:
@zonasulsupermercado Tá no nosso hortifruti e não consegue diferenciar todas aquelas folhas verdes? Nosso #TimeZonaSul chegou pra te ajudar. ❤ Comenta aqui embaixo qual outra dúvida você tem sobre frutas e verduras. ⤵ 🥬 #supermercado #riodejaneiro #zonasul #dicasdocoração ♬ som original – Zona Sul
A alfavaca é conhecida também como manjericão‑cravo, manjericão‑de‑folha‑larga. Costuma ter aroma mais forte e “cravado”, porque contém bastante eugenol. As folhas são maiores, foscas e levemente serrilhadas, e o sabor é mais rústico. Ela aparece muito em chás, caldos, carnes e preparações caseiras que pedem um perfume mais intenso. Em algumas regiões, é usada também como planta medicinal.
Algumas pessoas costumam confundir o manjericão e a alfavaca. Mas as folhas da alfavaca são mais foscas, maiores e com bordas levemente serrilhadas, às vezes lembrando hortelã.



O manjericão tradicional tem aroma mais suave e fresco, típico da culinária italiana. Suas folhas são lisas, brilhantes e ovaladas. É o mais usado em molhos de tomate, pizzas, massas, saladas e pesto. É a variedade mais comum nos mercados.
O basilicão apresenta folhas bem maiores e perfume mais intenso. Ele mantém o aroma doce característico, porém com mais presença. Funciona muito bem em grelhados, marinadas e pratos que precisam de um toque herbal mais marcante, mas sem tanta “presença” como a alfavaca.
Hortelã e menta
Apesar de muito parecidas, hortelã e menta não são exatamente a mesma coisa, embora muita gente use os nomes como sinônimos. As duas pertencem ao mesmo gênero (Mentha), mas são espécies distintas, com diferenças claras em aroma, sabor e aparência.
A hortelã costuma ser mais intensa, com folhas menores e textura mais áspera, além de um sabor mais “refrescante” que aparece muito em chás e pratos mais marcantes. Já a menta tem folhas mais lisas e alongadas, aroma mais suave e sabor mais delicado, sendo comum em bebidas, saladas e preparações leves.


No dia a dia, a hortelã combina com cordeiro, quibes, tabule, molhos de iogurte, sobremesas com chocolate, chás e infusões, dando um toque herbal que se destaca. A menta combina com saladas, bebidas (mojito, limonadas, águas aromatizadas), frutas, pratos leves e finalizações. Ela refresca sem pesar.
“Se macerar demais a hortelã (ou a menta), domina o drink e pode trazer sensação medicinal. Uso mais para infusões, xaropes ou como ajuste aromático pontual, não como base macerada principal.”
Mixologista Zona Sul Claudio Adriano
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Tomilho
O tomilho é uma erva mediterrânea de aroma intenso e sabor levemente picante que confere uma elegância e uma complexidade aos pratos. Ele tem folhas bem pequenas em ramos finos e fica ainda mais perfumada quando entra em contato com o calor, por isso funciona tão bem em assados, caldos e cozimentos longos.
O uso do tomilho é muito antigo. Povos como egípcios, gregos e romanos já cultivavam e valorizavam a planta há milhares de anos, para cozinhar, para fins medicinais e rituais.
Combina com carnes, aves, peixes, legumes assados, molhos e até pães. Além do uso culinário, o tomilho também é conhecido por propriedades digestivas e antissépticas, usado para aliviar desconfortos respiratórios e fortalecer o organismo.
Uma receita especial para fazer o tomilho “brilhar” é o arroz de pato, do Expert em Gastronomia Christophe Lidy.
Orégano
O orégano é uma erva mediterrânea com um toque terroso que se intensifica quando aquecido. Ele é muito usado na cozinha justamente por seu sabor distribuído generosamente pelo prato. Suas folhas pequenas e secas são as mais comuns no dia a dia, já que o orégano seco concentra ainda mais o perfume característico.
É uma erva simples, mas que transforma qualquer prato com poucas pitadas.
Vai bem em pizzas, molhos de tomate, massas, carnes, legumes assados e marinadas, trazendo aquele sabor clássico que muita gente associa imediatamente à culinária italiana. Além disso, o orégano tem propriedades antioxidantes e antimicrobianas.
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Endro, aneto ou dill
O endro, também chamado de aneto ou dill, é uma erva aromática pouco usada na culinária brasileira, mas muito tradicional na cozinha europeia e do Oriente Médio. Ele tem aroma fresco e delicado, enquanto suas sementes têm sabor mais intenso e picante.
Além de temperar, também serve para perfumar e decorar pratos. É rico em vitaminas, fibras e sais minerais, trazendo benefícios nutricionais.

Na gastronomia, combina especialmente com:
- Peixes, principalmente salmão
- Frutos-do-mar
- Saladas e pepino
- Azeites e molhos leves
O ideal é usar o endro fresco e cru ou no final do preparo, para preservar seu perfume. Para conservar, deve ficar na geladeira em recipiente fechado ou seco em pote de vidro.
“É muito apreciado na culinária dos países do norte da Europa, como a Suécia, Noruega e Dinamarca. Por lá, é difícil imaginar o salmão sem o aneto ou o aneto sem o salmão. Normalmente, usamos ele fresco e cru, deixando assim o seu perfume e sabor ainda mais aparentes. Vai bem com azeite, salada, pepino e a maior parte dos peixes e frutos do mar”.
Expert em Gastronomia Christophe Lidy
Como o dill vai muito bem com salmão, acompanhe a receita do Chef Zona Sul David Eleutério e faça um delicioso salmão assado com massa folhada e legumes com vinagrete de endro.
Nirá
Parente do alho, da cebolinha e da cebola, a erva conhecida como nirá é um vegetal originário do Sudeste Asiático, com sabor marcante, sendo muito usado na culinária oriental. Pode ser usado cru ou cozido em saladas, sopas, omeletes, arroz, carnes, peixes e frutos do mar, e salteados com shoyu e óleo de gergelim.
Ele tem folhas longas, planas e verde‑escuras e pode ser usado na finalização de pratos, picadinho, ou com seus talos inteiros, preparos ao fogo.

É um alimento nutritivo e funcional, rico em fibras, vitaminas A e C e minerais como ferro e cálcio. Ajuda na imunidade, na digestão, na saciedade e pode contribuir para a saúde cardiovascular e cicatrização.
Para usar a erva no preparo de um almoço especial, a dica do Expert Carlos Ohata é preparar um bacalhau com lula e purê de kabocha e talos de nirá.
Ervas frescas pelo hortifruti online
Utilizar ervas e temperos naturais nas receitas é excelente, mas garantir uma seleção de verdes frescos e de qualidade é essencial. Por isso, comprar pelo hortifruti online Zona Sul é unir conveniência e confiança: todo dia tem frutas, legumes e verduras que passam por um processo de cuidados que começa na origem e termina na seleção manual antes da entrega, garantindo frescor, sabor e qualidade.
Assim, fica mais fácil manter uma alimentação equilibrada no dia a dia, com a segurança de receber em casa produtos escolhidos com o mesmo cuidado de quem entende e valoriza bons ingredientes.













