Você sabia que, de acordo com o IBGE, o Brasil é o sexto maior país do mundo em população total? Com mais de 8 milhões de km² em extensão, nosso país oferece uma diversidade de dar inveja em continentes inteiros. Por isso, para você conhecer mais da riqueza gastronômica de cada cantinho do país, convidamos os chefs Zona Sul para uma gostosa missão: indicar pratos típicos marcantes para cada região. Será que você topa o desafio?

Conheça os chefs

Se você já conhece o time de Experts carioca de coração, também precisa conhecer os chefs Zona Sul!

Responsáveis não só por compartilhar dicas, receitas e novidades, eles criam cardápios super saborosos, equilibrados e saudáveis para o Salada Bar Zona Sul. Cada um com o seu perfil, expertise e história, eles têm uma coisa em comum: são todos conectados ao amor pela gastronomia.

Você certamente ainda vai ouvir falar muito dos chefs Lorena Abreu, Roberto Neves, Bia Souza, David Eleutério e Thiago Rossetti, que vão compartilhar aqui suas opiniões sobre pratos marcantes por região do Brasil. Confira!

Pratos típicos do Norte

Para começar, vamos arrumar as malas e a mesa para conhecer o que a culinária da região norte tem.

Pato no tucupi

Para o chef Roberto Neves, nascido no Pará, o pato no tucupi representa com honra a região norte.

Neste prato, a carne normalmente é servida desfiada, juntamente com o caldo de tucupi, caldo extraído da raiz da mandioca brava. As folhas de jambu são ingredientes essenciais à receita, que pode ser servida com arroz branco.

A culinária da região norte é bastante influenciada pelos costumes indígenas, e o uso de ervas aromáticas, raízes e insumos naturais tidos como exóticos é bem costumeiro, como tucupi, tacacá, maniçoba, cupuaçu, bacuri e, claro, o pirarucu, o bacalhau amazonense, peixe sugerido pela chef Bia Souza como elemento marcante da região.

Costela de tambaqui

Para o chef Thiago Rossetti, a costela de tambaqui tem o sabor do norte. O tambaqui é um peixe de água doce, muito presente na bacia amazônica, também chamado de pacu vermelho e muito apreciado na culinária, principalmente quando assado no forno.

Uma dica boa é aproveitar os ingredientes para fazer uma marinada do tambaqui, misturar farinha de mandioca e preparar um pirão cozido. Ou seja, um menu completo!

Costela de tambaqui, típico do norte do Brasil.

Bolo podre

Já a chef Lorena Abreu vota no bolo podre! O bolo podre é muito comum nas ruas do Pará e aqui no Rio é o famoso cuscuz de tapioca.

Em terras cariocas este doce brilha com protagonismo durante as festas junho e julho, com o típico “arraiá“. Aproveite para aprender a preparar seu próprio leite de coco para usar na sua receita.

Uma sobremesa muito fácil de fazer que não precisa ir ao fogo, nem ao forno.

Se quiser harmonizar seu bolo podre (cuscuz) com vinho, pegue a dica aqui.

Bolo podre, o nosso cuscuz de tapioca.

Sabores do centro-oeste

O centro-oeste é uma região repleta de belezas e sabores. Responsável por grande parte da produção de recursos agrícolas para exportação, a região também é reconhecida pela pecuária e por abrigar belezas naturais como o bioma do Pantanal, a cidade de Bonito, referência em ecoturismo, e a Chapada dos Guimarães.

Você sabia que o Centro-Oeste é a região que detém o maior uso de inovações tecnologia na agricultura?

Fonte: IPEA

Falando em referência, os chefs Thiago Rossetti, Bia Souza e Lorena Abreu chegam a uma conclusão em comum quando o assunto é um prato referência do centro-oeste: a galinhada com pequi. O pequi é fruto de árvore nativa do cerrado brasileiro. 

A descrição do prato é simples: frango com arroz. Mas o segredo mágico está no uso de temperos.

Galinhada. Prato típico do centro-oeste.

Sabores do sudeste

Se você é carioca de coração já sabe: falou em sudeste, a gente se sente em casa. Erra, porém, quem acha que a gastronomia do sudeste se resume aos petiscos praianos ou a uma acolhedora feijoada. O menu é muito mais variado do que você imagina!

Peixe com banana-da-terra

Um exemplo é um prato bem marcante da cidade de Paraty, o peixe com banana-da-terra. Lembrado pelo chef Thiago Rossetti, o prato (e a cidade) também foram indicações do Expert Stanislas Brito neste artigo sobre 11 restaurantes no Rio que você precisa conhecer.

Para reproduzir o sabor de Paraty na sua casa, você pode escolher o filé de peixe de sua preferência, como robalo, tilápia ou pintado; peixes de água doce em geral.

Peixe com banana-da-terra, pra típico do sudeste.

Cuscuz paulista

Para os chefs David Eleutério e Roberto Neves, o cuscuz paulista merece destaque. Como David afirma, o cuscuz paulista é diferente do nordestino em todos os aspectos.

Entre os ingredientes utilizados, estão sardinha, atum ou frango, você pode escolher. Para dar ainda mais cores ao prato, vale pimentão, ervilha, ovos cozidos, palmito, azeitona ou tomate. Pode usar a criatividade!

Minha mãe fazia essa iguaria sempre. Como morávamos no interior, o frango era a proteína escolhida.
Uma refeição completa cheia de texturas e aromas.

David Eleutério, chef
Cuscuz paulista, prato que marcou a infância do chef David Eleutério.

Como todo bom prato típico, o cuscuz também tem sua história, como mencionado no livro A História da Alimentação do Brasil, por José Câmara Cascudo, que virou série de TV.

O cuscuz, kuz-kuz, alcuzcuz, é prato nacional dos mouros na África Setentrional, do Egito a Marrocos. Inicialmente feito com arroz, farinha de trigo… Parece certo que os berberes foram os criadores do cuscuz, e o trouxeram para África, Ocidental, Central, Atlântica, quando desceram nas campanhas invasoras pelo Níger e Congo, há doze séculos… O cuscuz de milho foi solução brasileira, americana. E também a adição do leite de coco que não ocorre em nenhuma região africana.

História da Alimentação no Brasil, por José Câmara Cascudo

Arroz de suã

Para a chef Lorena Abreu, o arroz de suã tem cara do sudeste e alma mineira. É uma receita caseira daquelas que remetem ao abraço de vó. Não tem mistério e é uma delícia.

A saber, suã ou suan é o nome que se dá ao corte que sobra da retirada da costela e do lombo suíno, e é sucesso nos mercados de Minas Gerais.

Arroz de suã, típico do sudeste.

Sabores do Sul

Se você fechar os olhos por 10 segundos para lembrar de um típico prato do sul, é provável que você pense logo no famoso churrasco gaúcho, uma vez que o Rio Grande do Sul é famoso pelas carnes como os vizinhos Uruguai e Argentina.

Arroz de carreteiro

Todavia, os chefs Roberto Neves, David Eleutério e Bia Souza foram além e indicaram o arroz carreteiro como um prato bem representativo da região.

Assim como a galinhada do centro-oeste, o arroz carreteiro gaúcho se resume, sobretudo, a uma boa carne temperada misturada ao nosso popular arroz.

Arroz de carreteiro, prato típico do sul do Brasil.

Segundo as lendas que falam sobre a origem do prato, o arroz misturado a pedaços de charque era o único prato que os carreteiros podiam preparar sozinhos, por conta da simplicidade e da resistência às longas viagens.

Sagu de vinho

Para o chef David Eleutério, o sagu de vinho permeia entre sul e sudeste. Enquanto no Rio Grande do o Sul essa sobremesa leva creme de baunilha, em São Paulo é comum ser servida pura, sem o creme.

Minha mãe fazia em casa, mas enquanto éramos crianças ela trocava o vinho por groselha. Somente quando viramos adultos ela deixou a gente comer o sagu de vinho. Faço até hoje em casa!

David Eleutério, chef Zona Sul
Sagu de vinho, sabor do sul e do sudeste com suas diferenças de receitas.

Feita com bolinhas de fécula de mandioca cozidas e vinho tinto, a sobremesa é o retrato da mistura de culturas. Contém mandioca, sempre muito utilizada pelos indígenas. E tem sagu, oriundo dos portugueses. A mistura com o vinho é presente brasileiro. E a transformação da fécula em bolinhas é de autoria alemã.

Gastronomia também é cultura!

Pratos típicos do Nordeste

Chegando na região com o maior número de estados do país, o nordeste tem dica de prato principal e de sobremesa.

Caranguejada

Para as chefs Thays Costa e Lorena Abreu, o caranguejo tem o sabor nordestino. Prato típico do Ceará, a caranguejada merece atenção aos detalhes, principalmente no pré-cozimento, na limpeza dos caranguejos. Uma vez que, ao mesmo tempo que a limpeza precisa ser efetiva, ela necessita de cuidados com as patinhas, que são frágeis e podem se soltar.

Temperar bem é o segredo deste prato, que exige um tempo especial para ser degustado. Nada de pressa ou correria. O ideal é curtir o momento da sua caranguejada.

Caranguejada com um gostoso tempero!

Moqueca baiana

Para o chef Thiago Rossetti, a moqueca baiana é a cara do nordeste. Porém, como lembra o Expert Carlos Ohata, na moqueca capixaba não se usa leite de coco, azeite de dendê, pimenta e nem pimentões, pois é utilizado o urucum para avermelhar a moquecaO lado baiano dá mais ênfase na mistura de vários sabores, e no lado capixaba, mais no próprio sabor do peixe!

Mas uma coisa é certa: a panela de barro é indispensável para a realização desse saboroso prato!

Moqueca baiana.

Receita de moqueca baiana por Thiago Rossetti

Ingredientes

  • 2 kg de peixe robalo em postas
  • 1 kg de lulas frescas
  • 3 tomates sem sementes em cubos
  • 2 cebolas em rodelas
  • 2 pimentões (amarelo e vermelho)
  • 1 molho de coentro picado
  • Suco de 4 limões médios
  • 200 ml de azeite de dendê
  • 500 ml de leite de coco
  • Sal a gosto

Modo de preparo

Lave bem as postas de peixe em água corrente e reserve. Em seguida, misture a cebola, o tomate, os pimentões, o sal e o coentro picado. Em uma panela tipo caçarola, faça camadas de peixe e temperos, começando e terminando com os temperos. Regue tudo com o leite de coco e leve ao fogo alto com a panela destampada por 15 minutos.

Quando estiver fervendo, regue com o azeite de dendê e aguarde levantar fervura novamente, ainda com a panela destampada.

Regue com o suco de limão quando estiver borbulhando e tampe a panela, deixando o prato apurar por mais 15 minutos, adicione as lulas frescas restando 9 minutos. Sirva com arroz branco, farofa ou pirão feito com o caldo da própria moqueca e molho de pimenta.

Cartola do Engenho

Cartola do engenho.

Para a chef Thays Costa e para Thiago Rossetti, a sobremesa Cartola do Engenho merece a mesma pompa de seu nome. Feita com queijo coalho ou requeijão de corte, a receita pode ser adaptada para uma versão mais “amineirada”, com um bom queijo meia cura.

Além do queijo, o doce conta com o sabor da banana e com o toque especial do “engenho”, que pode ser melaço de cana, açúcar mascavo ou rapadura ralada.

Bônus: brigadeiro de cartola

Para a chef Thays Costa, a sobremesa brigadeiro de cartola tem lugar reservado no seu coração. Típica de Pernambuco, une o sabor 100% brasileiríssimo do brigadeiro com ingredientes regionais da região.

Cartola é umas das sobremesas mais populares da gastronomia pernambucana! Sou filha de nordestinos e é uma sobremesa fácil, deliciosa e de memória afetiva.

Thays Costa, chef Zona Sul
Brigadeiro de cartola.

Receita de brigadeiro de cartola por Thays Costa

Ingredientes

  • 5g de manteiga de garrafa
  • 40g de banana prata em cubos
  • 250g de leite condensado
  • 10g de queijo manteiga em cubos
  • 150g de açúcar misturado com 20 g de canela em pó

Modo de Preparo

Numa panela de fundo grosso em fogo baixo, aqueça a manteiga de garrafa, coloque os cubos de banana e doure levemente por cerca de 3 minutos. Adicione o leite condensado, o queijo manteiga em cubos e mexa sem parar por 15 minutos ou até ficar cremoso. Apague o fogo, transfira para um prato untado com manteiga, cubra com plástico filme e deixe esfriar na geladeira.

Depois de frio, pegue pequenas porções com as mãos untadas de manteiga e enrole. Passe no açúcar com canela e sirva.

Onde cada chef atua?

Agora que você conhece um pouco da experiência afetiva doschefs com pratos típicos por região do Brasil, que tal passar nas lojas Zona Sul e conhecer o trabalho de cada um deles bem de perto no nosso Salada Bar?

  • Roberto Neves – Av. das Américas, 16237 – Recreio
  • Lorena Abreu – Av. das Américas, 3665 – Barra
  • David Eleutério – Rua Visconde de Pirajá, 504 – Ipanema
  • Thays Costa – Rua Dias Ferreira, 290 – Leblon
  • Bia Souza – Rua Bartolomeu Mitre, 705 – Leblon
  • Thiago Rossetti – Rua Barão da Torre, 220 – Ipanema

E agora, para qual região do Brasil você quer viajar através da gastronomia? Escolha o seu destino e conte sempre com o Zona Sul para encontrar os ingredientes para suas receitas através do app, site ou lojas.